| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Pipridae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Piprinae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | P. fasciicauda |
O uirapuru-laranja é uma ave passeriforme da família Pipridae.
Também conhecido como guaramiranga (Ceará), dançador-laranja, tangará-de-cabeça-amarela e uirapuru-de-cauda-curta. “Guaramiranga” é o nome popular local desta espécie no Ceará, que na linguagem indígena significa “pássaro vermelho”.
Seu nome científico significa: Pipra fasciicauda⇒ Pequeno pássaro de cauda listrada.
Mede cerca de 11 centímetros de comprimento e pesa entre 11,5 e 19 gramas.
O macho muito bonito, preto por cima, com coroa e nuca vermelho-vivas e faixa branco-amarelada na base da cauda; em algum branco na asa, visível em voo. Amarelo-vivo por baixo, peito tingido com vermelho. A fêmea é verde-olivácea, mais intensa por cima e um pouco mais clara por baixo, com barriga amarela; pode ser reconhecida pelo olho branco, bem evidente e pelo colorido vivo oliva e amarelo.
A íris é branca.
Possui cinco subespécies reconhecidas:
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
| (ssp. fasciicauda) | (ssp. saturata) |
|---|---|
Os machos exibem-se para as fêmeas durante o período reprodutivo, através da repetição de uma série de movimentos característicos.
Vive em florestas de várzea periodicamente inundadas, florestas de galeria e florestas adjacentes, matas de terra firme e matas secas. O chamado mais frequente é um “ieê” anasalado e descendente. Em uma floresta no sudoeste da Amazônia brasileira, Lima & Guilherme (2021) classificaram a espécie como associada a clareiras naturais no interior da floresta, onde foi mais abundantemente capturada dentro delas, e onde houve correlação entre a abundância de frutos com a abundância de aves frugívoras em toda a amostragem. Os autores verificaram, ainda, através de recapturas, que a espécie se movimenta entre clareiras naturais no interior da mata para forragear, o que indica um papel importante na dispersão de sementes entre as clareiras em estágio inicial de regeneração.
Presente nos afluentes da margem sul do Rio Amazonas, desde as bacias dos rios Purus e Juruá até o Maranhão, estendendo-se em direção sul até o Paraná. Há ainda populações aparentemente isoladas no Ceará e Alagoas. Encontrado também no Peru, Bolívia, Paraguai e Argentina.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: